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domingo, 27 de julho de 2014

JÁ PASSA DE MIL O NÚMERO DE MORTOS NA FAIXA DE GAZA

Ataque israelita já fez mais de mil mortos em Gaza 

Em Gaza, as horas de trégua deste sábado serviram para remover escombros e encontrar cadáveres. O último balanço dá conta de mais de mil mortos, sobretudo civis. Em Telavive teve lugar a maior manifestação de israelitas contra a incursão militar.

O protesto em Telavive foi o maior já realizado desde o início dos bombardeamentos israelitas à faixa de Gaza. Segundo o jornal Haaretz, mais de sete mil pessoas juntaram-se na Praça Rabin para apelar ao fim imediato da incursão militar e o regresso às conversações de paz. Entre os vários oradores desta concentração, que repetiram a exigência do cessar-fogo, estiveram um oficial israelita na reserva, um deputado do partido Hadash e o pai de uma criação morta pelo Hamas em 2003.

Ao mesmo tempo, as horas de trégua em Gaza foram aproveitadas pela população para regressar aos bairros e localidades em escombros e tentar localizar mais vítimas dos 19 dias de bombardeamentos israelita. Mais de 130 cadáveres foram encontrados e ao fim do dia o Ministério da Saúde de Gaza divulgou que o número de mortes confirmadas foi de 1030 e mais de 6000 feridos. Por seu lado, o exército de Israel confirmou a morte de 42 militares desde o início da operação.

O Governo israelita decidiu na noite de sábado estender por mais 24 horas a pausa nos bombardeamentos, ao mesmo tempo que apelou à população de Gaza para não regressar às zonas evacuadas e garantiu que continuará a destruir os túneis utilizados pelo Hamas. A resposta do Hamas surgiu de imediato, com um porta-voz a considerar inaceitável “qualquer cessar-fogo humanitário que não assegure a retirada dos soldados ocupantes do território de Gaza, que não permita o regresso da população às suas casas e não proteja a evacuação dos feridos”. 

(Fonte: http://www.esquerda.net/27 de Julho, 2014)

PARTIDO COMUNISTA ISRAELENSE PROTESTA CONTRA O MASSACRE EM GAZA


Declaração do Partido Comunista de Israel sobre os ataques contra Gaza

Comunistas denunciam perseguição israelense e afirmam que apesar da intimidação, judeus e árabes seguirão juntos na luta pela libertação da Palestina

O Partido Comunista de Israel (PCI) e a Frente Democrática para a Paz e a Igualdade (Hadash) manifestam sua ira e sua angústia pelo assalto brutal, criminoso e desumano realizado pelo governo de Israel contra o povo de Gaza. Estamos transmitindo nossa profunda simpatia e solidariedade com o povo de Gaza e a solidariedade com aqueles que foram mortos ou feridos por um governo vicioso, cuja intenção é manter a ocupação e a colonização dos territórios palestinos ocupados e continuar com o cerco a Gaza.
Desde que começou o ataque a Gaza, o PCI e o Hadash organizaram e lideraram uma série de manifestações e atividades contra esse ataque, chamando o cessar-fogo imediato e a manutenção de todos os civis, palestinos e israelenses, fora deste sangrento conflito.
Através de nossas atividades e iniciativas, os grupos fascistas e racistas nos atacaram física e verbalmente, enquanto a polícia israelense simplesmente não tem feito nada para impedir isso. Estes ataques violentos foram praticamente promovidos pelo governo neofascista israelense que incita continuamente contra todas as forças progressistas e democráticas em Israel, especialmente contra o PCI e Hadash, e mais ainda contra a população árabe-palestino que reside dentro do estado de Israel.
No último sábado 19 de julho, centenas de nós — judeus e árabes-palestinos juntos— nos manifestamos na cidade de Haifa contra a agressão israelense. Temos sido agredidos e perseguidos pela máfia neonazista judaica, alguns de nós fomos feridos por pedras e garrafas que foram atiradas contra nós. A polícia prendeu 13 dos nossos membros, embora nenhum deles estivesse envolvido em qualquer ação violenta.

Camaradas, vamos seguir! Nós nunca nos renderemos à intimidação e violência. Gaza, nós do PCI e Hadash, judeus e árabes da mesma forma, vamos manter a nossa luta pela libertação do povo palestino!

Judeus e árabes não são inimigos, mas companheiros — irmãos e irmãs!




Tel Aviv, 25 de julho de 2014

Partido Comunista de Israel

 (Adaptado do artigo “Declaração do Partido Comunista de Israel sobre os ataques contra Gaza” publicado no site http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao, em 27/07/2014)


O que está em jogo na Faixa de Gaza
 (Por Marco Aurélio Garcia, Brasília - 24/07/2014)
     

Esta nota estará seguramente desatualizada quando for publicada. Mais de setecentos palestinos – grande parte dos quais mulheres, crianças e anciãos – foram mortos nos bombardeios das Forças Armadas israelenses na Faixa de Gaza desde que, há duas semanas, iniciou-se uma nova etapa deste absurdo conflito que se arrasta há décadas. A invasão do território palestino provocou também mais de 30 mortos entre os soldados de Israel.

O governo brasileiro reagiu em dois momentos à crise. Na sua nota de 17 de julho “condena o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza contra Israel” e, ao mesmo tempo, deplora “o uso desproporcional da força” por parte de Israel.
Em comunicado de 23 de julho e tendo em vista a intensificação do massacre de civis, o Itamaraty considerou “inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina” e, uma vez mais, condenou o “uso desproporcional da força” na Faixa de Gaza. Na esteira dessa percepção, o Brasil votou a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU (somente os Estados Unidos estiveram contra) que condena as “graves e sistemáticas violações dos Direitos Humanos e Direitos Fundamentais oriundas das operações militares israelenses contra o território Palestino ocupado” e convocou seu embaixador em Tel Aviv para consultas.
A chancelaria de Israel afirmou que o Brasil “está escolhendo ser parte do problema em vez de integrar a solução” e, ao mesmo tempo, qualificou nosso país como “anão” ou “politicamente irrelevante”.
É evidente que o governo brasileiro não busca a “relevância” que a chancelaria israelense tem ganhado nos últimos anos. Menos ainda a “relevância” militar que está sendo exibida vis-à-vis populações indefesas.
Não é muito difícil entender, igualmente, que está cada dia mais complicado ser “parte da solução” neste trágico contencioso. Foi o que rapidamente entenderam o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois de suas passagens por Tel Aviv, quando tentaram sem êxito pôr o fim às hostilidades.
Como temos posições claras sobre a situação do Oriente Médio – reconhecimento do direito de Israel e Palestina a viverem em paz e segurança – temos sido igualmente claros na condenação de toda ação terrorista, parta ela de grupos fundamentalistas ou de organizações estatais.
Estive, mais de uma vez, em Israel e na Palestina. Observei a implantação de colônias israelenses em Jerusalém Oriental, condenadas mundialmente, até por aliados incondicionais do governo de Tel Aviv. Vi a situação de virtual apartheid em que vivem grandes contingentes de palestinos. Constatei também que são muitos os israelenses que almejam uma paz duradoura fundada na existência de dois Estados viáveis, soberanos e seguros.
É amplamente conhecida a posição que o Brasil teve no momento da fundação do Estado de Israel. Não pode haver nenhuma dúvida sobre a perenidade desse compromisso.
Temos reiterado que a irresolução da crise palestina alimenta a instabilidade no Oriente Médio e leva água ao moinho do fundamentalismo, ameaçando a paz mundial. Não se trata, assim, de um conflito regional, mas de uma crise de alcance global.
É preocupante que os acontecimentos atuais na Palestina sirvam de estímulo para intoleráveis manifestações antissemitas, como têm ocorrido em algumas partes, felizmente não aqui no Brasil.
A criação do Estado de Israel, nos anos quarenta, após a tragédia do Holocausto, foi uma ação afirmativa da comunidade internacional para reparar minimamente o horror provocado pelo nazi-fascismo contra judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e socialdemocratas.  Mas o fantasma do ressurgimento ou da persistência do antissemitismo não pode ser um álibi que justifique o massacre atual na Faixa de Gaza.
O Brasil e o mundo têm uma dívida enorme para com as comunidades judaicas que iluminaram as artes, a ciência e a política e fazem parte da construção da Nação brasileira.  Foi esse sentimento que Lula expressou em seu discurso, anos atrás, na Knesset, quando evocou, por exemplo, o papel de um Carlos e de um Moacir Scliar ou de uma Clarice Lispector para a cultura brasileira. A lista é interminável e a ela se juntam lutadores sociais como Jacob Gorender, Salomão Malina, Chael Charles Schraier, Iara Iavelberg, Ana Rosa Kucinski e tantos outros.
Nunca os esqueceremos.

(*) Marco Aurélio Garcia é assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais
(Fonte: http://operamundi.uol.com.br)


sábado, 26 de julho de 2014

QUEBRA DE COMPROMISSO


 Servidores seridoenses do estado ficaram sem receber a antecipação salarial
 
O pagamento da Folha dos servidores estaduais lotados na região Seridó, que tradicionalmente recebia no mês de julho a antecipação salarial em função da realização do maior evento sociocultural e religioso do interior do estado - a Festa de Santana, padroeira da comunidade católica de Caicó e Currais Novos -, dessa vez não gozou esta conquista. É que o Governo Rosalba não realizou a tradicional antecipação no pagamento destes servidores em folha especial, durante a semana de realização da festa, como de costume.
A direção da Regional de Caicó do SINTE/RN denuncia mais esta quebra de compromisso por parte do Governo do Estado, já que recentemente o governo descumpriu a tradição da antecipação dos 40 % do 13° salário, parcelando-o em duas vezes (em julho e agosto, e o restante em dezembro).
Além da quebre do compromisso com os servidores a não antecipação do pagamento da folha, associado ao parcelamento do pagamento antecipado dos 40% do 13° salário, prejudicara tanto os servidores, que usavam o benefício da antecipação sanar dívidas, renovar seu vestuário e participar dos eventos (festividades) da programação da festa, como, consequentemente, prejudicou o comércio local que registrou uma queda acentuada nas vendas, se comparado ao mesmo período do ano passado.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

EMMANUEL BEZERRA, PRESENTE!


Como a Ditadura matou Emmanuel Bezerra

 “Meus soldados não se rendem… O grande dia chegará”

Na praia de Caiçara, município de São Bento do Norte (RN), dia 17 de junho de 1943, nasceu Emmanuel Bezerra dos Santos, filho do pescador Luís Elias dos Santos e Joana Elias Bezerra. Líder estudantil no Colégio Atheneu e na Fundação José Augusto, onde cursou Sociologia, foi também presidente da Casa dos Estudantes de Natal, onde moravam os estudantes pobres do interior que iam tentar a continuidade dos estudos. Teve presença marcante não apenas pela militância política. Atuou na vanguarda dos movimentos culturais natalenses como poeta, crítico literário e organizador de grupos e associações.
Emmanuel organizou a bancada potiguar ao histórico congresso da UNE de 1968, em Ibiúna (SP). Nesse congresso foi preso e teve seus direitos estudantis e políticos cassados com base no famigerado decreto nº 477, da ditadura militar, que proibia aos estudantes o exercício de atividades políticas nas escolas e universidades. A prisão de seis meses não enfraqueceu o jovem líder, que manteve elevados o ânimo e a certeza na mudança da sociedade (abaixo, poesia de sua autoria, escrita no cárcere).
Ao sair da prisão, ingressou no Partido Comunista Revolucionário – PCR. Dirigiu o comitê universitário, passou a atuar na clandestinidade em Pernambuco e Alagoas, e em pouco tempo integrou o Comitê Central, dada a sua “dedicação, honestidade, firmeza ideológica e aprofundamento dos conhecimentos teóricos”.

Unir os movimentos anti-imperialistas

No início de agosto de 1973 o PCR enviou-o para  Argentina e Chile, com a missão de contatar revolucionários brasileiros e organizações de esquerda latino-americanas, com o fim de construir um processo de unificação do movimento anti-imperialista no continente. Foi preso na fronteira, em meados de agosto, provavelmente pela Interpol e pela polícia brasileira (na época as polícias políticas sul-americanas agiam articuladamente, através da Operação Condor. Nas mãos do DOI/Codi, órgãos da repressão política do Exército, padeceu violentas torturas, até ser morto. Não deu uma informação, sequer. Coerente com o lema que defendia, “delação é traição”, morreu como herói do povo para manter vivo o Partido.


Farsa, cinismo e covardia

Como costumavam fazer, os órgãos da repressão montaram uma farsa. Divulgaram nota publicada pela imprensa burguesa, dizendo que ele morrera num tiroteio com a polícia no momento em que se encontraria com Manoel Lisboa de Moura em São Paulo. Tudo mentira. Emmanuel encontrar-se-ia com Manoel Lisboa no Recife, no dia 15 de setembro, quando estaria chegando da Argentina. Porém Manoel fora preso no dia 16 de agosto, tendo sido também barbaramente torturado e assassinado nos porões da repressão.

A mentira, como de praxe, era confirmada pelo falso laudo elaborado pelo já desmascarado médico-legista Harry Shibata. A transferência do cadáver de Manoel Lisboa para São Paulo fez parte da montagem da farsa. Quando saiu a notícia plantada pela polícia política acerca do “tiroteio”, no dia 4 de setembro, os corpos de ambos já estavam sepultados na “vala comum” do cemitério de Perus, em São Paulo. Isto é certo, tanto que dona Iracilda Lisboa, mãe de Manoel, foi a São Paulo no mesmo dia em que foi divulgada a notícia; lá, a polícia política mostrou-lhe duas covas em outro cemitério, dizendo já ter ocorrido o sepultamento. Só restou-lhe colocar duas coroas de flores, mesmo desconfiando não se tratar da sepultura do seu filho e do companheiro e amigo Emmanuel, fato que veio a ser comprovado posteriormente com a descoberta da vala comum em Perus.

O povo recuperou seu herói

Os restos mortais de Emmanuel foram encontrados numa vala comum clandestina no cemitério de Perus (SP), junto com os de outros militantes de oposição “desaparecidos” durante o regime militar.  Trasladado para o Rio Grande do Norte recebeu merecidas homenagens: vigília cívica no auditório da Casa dos Estudantes de Natal, e sepultamento em grande cerimônia cívica, na sua cidade natal, Caiçara, já emancipada do município de São Bento do Norte. 


Às gerações futuras

Eu vos contemplo

Da face oculta das coisas.

Meus desejos são inconclusos,

Minhas noites sem remorsos.

Eu vos contemplo,

Pelas grades insensíveis.

Meu sonho,

É uma grande rosa.

Minha poesia,

Luta.

Eu vos contemplo

Da virtual extremidade.

Minha vida (pela vossa).

Meu amor,

Vos liberta.

Eu vos contemplo

Da própria contingência.

Mas minha força

É imbatível

Porque estais

À espera.

Eu vos contemplo

Pelo fogo da batalha.

Meus soldados

Não se rendem.

O grande dia

Chegará.

Eu vos contemplo

Gerações futuras,

Herdeiros da paz e do trabalho.

As grades esmaecem

Ante meu contemplar.


Emmanuel Bezerra dos Santos
(Base Naval de Natal/1968)


(Fonte: http://averdade.org.br, publicado em 2014)








quinta-feira, 24 de julho de 2014

PMC: Antecipação do pagamento do funcionalismo municipal


PMC: Pagamento do mês de Julho já está na conta do funcionalismo caicoense

Como foi anunciado recentemente, a Prefeitura de Caicó antecipou o pagamento de Julho dos funcionários. O dinheiro foi liberado na tarde desta quarta-feira (23) e já pode ser sacado pelo funcionalismo.
A antecipação se deu em virtude da Festa de Sant’Ana Foram quase 3 milhões e 500 mil reais injetados no período festivo, através da autorização do Prefeito, Roberto Germano.
“Pagar em dia é obrigação de qualquer gestor, mas na nossa administração tem sido uma de nossas principais metas, pois sabemos da importância que o salário em dia tem para o servidor, e principalmente nesta antecipação em virtude da Festa de Sant’Ana, dando condições de todos aproveitaram os eventos com suas famílias”, disse o prefeito.
(Fonte: http://www.jairsampaio.com – publicado em 25/07/2014)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Morre Ariano Suassuna


Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna
Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. "O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana". A família ainda não informou os detalhes do funeral.
A cirurgia da segunda foi feita para a colocação de dois drenos na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça-feira (22), o quadro dele se agravou, devido a "queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada", conforme foi informado em boletim.
Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.
Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Ativo até o fim

Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. "No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.
Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada.  Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião.
No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.
Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.

Obra
A primeira peça do escritor, "Uma mulher vestida de sol", ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, "O Auto da Compadecida", em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.
O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de "A pedra do reino".
Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.
Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.
(Adaptação de matéria publicada no site http://g1.globo.com/pernambuco/noticia23/07/2014)


terça-feira, 22 de julho de 2014

Morre Rubens Alves


Morre aos 80 anos o escritor Rubem Alves
“A vida é tão boa”, costumava dizer o notável escritor e educador Rubem Alves, morto na tarde deste sábado, dia 19 de julho. Rubem tinha 80 anos e, desde 10 de junho, estava internado no Centro Médico de Campinas, interior de São Paulo, com infecção pulmonar e insuficiência respiratória. De acordo com o jornal Estado de Minas, em 2010 ele já havia enfrentado um câncer, além de problemas no coração e na coluna, que o obrigaram a passar por cirurgias. Rubem teve falência múltipla de órgãos.
Mineiro da cidade de Boa Esperança, onde nasceu em 15 de setembro de 1933, Rubem publicou mais de 160 títulos, entre livros de pedagogia, poesia, filosofia, literatura para crianças e ensaios. “Um livro são pedaços de mim espalhados ao vento como sementes”, descrevia.
Na quinta (17), a filha o escritor, Rachel Alves, publicou uma mensagem na página dele no Facebook agradecendo o carinho e as boas energias que a família tem recebido. "Seria injusto pensar nele com dor. Uma pessoa que só tem beleza nos olhos e amor no coração -o tempo todo- alma, pura alma...", afirmou ela.
Sua obra literária aborda temas como filosofia, teologia e educação. Ele também já publicou livros da ficção infantojuvenis, como "A Pipa e A Flor" e "A Volta do Pássaro Encantado".
Além disso, Rubens Alves foi colunista da Folha de S.Paulo em três oportunidades: entre 1982 e 1985, entre 2002 e 2005, e entre 2005 e 2011.


(Pesquisa e adaptação: http://www.paulofreire.org e http://www.gazetadopovo.com.br)

Solidariedade à Palestina


Solidariedade à Palestina reúne milhares em São Paulo contra massacre

Em resposta ao massacre promovido pelo exército israelense na Faixa de Gaza, ordenado por um governo agressivo, racista e ultranacionalista liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, diversas capitais em todo o mundo têm manifestado solidariedade ao povo palestino e exigido o fim imediato da ofensiva. Em São Paulo, neste sábado (19), cerca de quatro mil pessoas participaram de um ato unificado diante do Consulado de Israel.
(Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho, 20 de julho de 2014)


O sábado foi considerado um dos dias mais sangrentos dos 13 dias da operação “Margem Protetora” lançada pelas forças israelenses em 8 de julho, primeiro com ataques áereos. Quase 70 pessoas foram mortas no bairro Shujaiyya, na Cidade de Gaza, pelas tropas que também invadiram o enclave palestino por terra na quinta-feira (17).

De acordo com fontes médicas citadas pela agência palestina de notícias Maan, neste domingo (20), ao menos 66 pessoas foram mortas naquele bairro e outras sete em outros locais, mas o número pode aumentar, já que há vítimas gravemente feridas. Entre os mortos estão 17 crianças, 14 mulheres e quatro idosos; mais de 200 feridos foram levados ao hospital al-Shifa.
Vários palestinos têm denunciado, inclusive em redes sociais, o uso de armas proibidas pelo direito internacional humanitário, como o urânio empobrecido e as bombas de fragmentação que disparam cerca de 10.000 pequenas flechas (“flechettes”) em várias direções.

Alguns dos nomes confirmados entre as vítimas fatais são os de Ahmad Ishaq Ramlawi, Marwah Suleiman al-Sirsawi, Raed Mansour Nayfah, Osama Ribhi Ayyad e Ahid Mousa al-Sirsik, além do fotojornalista Khalid Hamid e do paramédico Fuad Jabir, afirma a agência Maan. Desde que a ofensiva foi lançada por Netanyahu, em 8 de julho, cerca de 410 pessoas foram mortas. Ainda no sábado, antes do novo massacre, a Organização das Nações Unidas já contabilizava 59 crianças entre as vítimas fatais, 38 delas com 12 anos de idade ou menos.


Solidariedade internacional

Os diversos movimentos sociais e partidos políticos reunidos em São Paulo, assim como as manifestações massivas em outras cidades do Brasil, no Reino Unido, nos Estados Unidos, na França – onde o presidente François Hollande resolveu proibir os protestos solidários aos palestinos – e na Turquia, além de vários países árabes, denunciaram os crimes de guerra perpetrados pelo governo de Israel na Faixa de Gaza e a ocupação criminosa da Palestina, que há décadas impede os palestinos de exercerem seu direito à autodeterminação, subjugados ao regime militar, racista e opressor israelense.

Entre os oradores de uma longa lista de movimentos sociais e partidos políticos presentes no ato unificado, Socorro Gomes, presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Jamil Murad, presidente do PCdoB São Paulo e Emir Mourad, da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) afirmaram a solidariedade dos trabalhadores e trabalhadoras e do povo brasileiro aos palestinos, principalmente neste momento, e rechaçaram a política sistematicamente opressiva do governo israelense.
Muna Namura, da União Geral de Mulheres Palestinas, membro do Conselho Nacional Palestino e da Frente Popular de Luta Palestina (FPLP), deu declarações ao Portal Vermelho desde Ramallah, a sede administrativa do governo palestino na Cisjordânia, sobre a importância dos protestos internacionais:
“Primeiro, porque eles pressionam os governos para encerrar a guerra, encerrar a ocupação, para proteger os civis e para terminar com os ataques contra Gaza por ar, terra e mar. Israel deveria ser punido pelo direito internacional. Segundo, porque precisamos sentir a solidariedade. A resistência reage contra os soldados, enquanto Israel ataca os civis. Nós nos defendemos, enquanto os apoiadores de Israel dizem que eles têm o direito de se defender. Nós precisamos de apoio, precisamos da solidariedade internacional.”
Majed Abusalama, jornalista residente em Gaza, também em contato com o Vermelho, fez um apelo: “Perdi alguns amigos, outros tiveram que deixar suas casas, ou ficaram gravemente feridos. Nós amamos a vida, não queremos morrer com as bombas israelenses. Mas as nossas memórias agora estão preenchidas pela resistência, por lembranças sangrentas que farão as pessoas não perdoarem Israel ou esquecer a reação mundial durante esse massacre.”

















sexta-feira, 18 de julho de 2014

NOTA DE FALECIMENTO


Caicó perde uma grande educadora: Professora Ana Maria de Araújo Félix

O SINTE/RN, REGIONAL DE CAICÓ, comunica o falecimento da professora caicoense Ana Maria de Araújo Félix, 49 anos, ocorrido no início da tarde desta sexta-feira (dia 18 de julho), em Natal. externamos aqui nossos votos de pesar solidariedade aos familiares e amigos pela perda da grande educadora, companheira e amiga neste momento difícil. 
Segundo informações ainda não confirmadas o corpo será velado na funerária Santa Clara, a partir das 18 horas deste sábado e haverá missa de ação de graça na Igreja do Rosário na manhã do domingo (20), a partir das 8:30 horas,  donde sairá para sepultamento no cemitério São Vicente de Paula, no bairro Paraíba, em Caicó.
"A professora Ana Maria, após sentir-se apresentar sintomas de fortes de dor de cabeça e desmaios, na última quarta-feira (16), foi conduzida ao Hospital Regional, em Caicó onde foi internada na UTI, após constatada um AVC decorrente de um aneurisma cerebral, a professora foi transferida para Natal, onde permaneceu internada no Hospital Walfredo Gurgel não resistindo e vindo a falecer no início da tarde desta sexta-feira (18). 
Ana Maria era casada com o professor Francisco Félix, com quem tivera uma filha, tendo comemorado recentemente 25 anos de união conjugal. A família, consternada com o seu falecimento, atendendo à sua vontade, autorizando a doação de seus órgãos, reflexo da solidariedade e grandeza de seu espírito. 
Além de professora da rede estadual (lecionado na Escola Iracema Trindade por vários anos, e, ultimamente, na Escola Estadual Antônio Aladim), a professora Ana Maria, prestou relevantes serviços educacionais no município de jardim de Piranhas (na Escola Municipal Monsenhor W. Gurgel).
Ana Maria conduziu com zelo, dedicação e amor a Escola Infantil Criativa, que ajudara a criar (em 2003), adotado uma prática educativa inovadora, prazerosa, criativa e dinâmica voltada à formação integral da criança.
Oriunda de uma família de artistas - pai (seu Doca do Fole) músico, mãe (Dna Nazinha) poeta popular, irmãos e irmãs amantes das artes -, a professora Ana Maria dedicara-se também às arte e à cultura, sempre ao lado de seu esposo, professor Francisco Félix, criando e dirigindo o grupo caicoense de teatro popular “Retalhos de Vida”.
Agora, Ana Maria muda de itinerário, atendendo ao chamado do nosso Pai Celestial, passando a morar ao lado de Deus e de sua querida mãe." 

 Caico, 18 de julho de 2014

A CORDENAÇÃO