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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Morre Ariano Suassuna


Morre no Recife, aos 87 anos, o escritor Ariano Suassuna
Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Segundo boletim médico, o escritor faleceu às 17h15. "O paciente teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana". A família ainda não informou os detalhes do funeral.
A cirurgia da segunda foi feita para a colocação de dois drenos na tentativa de controlar a pressão intracraniana. Na noite de terça-feira (22), o quadro dele se agravou, devido a "queda da pressão arterial e pressão intracraniana muito elevada", conforme foi informado em boletim.
Em 2013, Ariano foi internado duas vezes. A primeira delas em 21 de agosto, quando sentiu-se mal após sofrer um infarto agudo do miocárdio de pequenas proporções, de acordo com os médicos, e ficou internado na unidade coronária, mas depois foi transferido para um apartamento no hospital. Recebeu alta após seis dias, com recomendação de repouso e nenhuma visita.
Dias depois, um aneurisma cerebral o levou de volta ao hospital. Uma arteriografia foi feita para tratamento e ele saiu da UTI para um apartamento do hospital, de onde recebeu alta seis dias depois da internação, no dia 4 de setembro.

Ativo até o fim

Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. "No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo.
Em março deste ano, Ariano foi homenageado pelo maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada.  Ele pediu que a decoração fosse feita nas cores do Sport, vermelho e preto, e ficou muito contente com a homenagem. “Eu acho o futebol uma manifestação cultural que tem muitas ligações com o carnaval”, disse, na ocasião.
No mesmo mês, o escritor concedeu uma entrevista à TV Globo Nordeste sobre a finalização de seu novo livro, “O jumento sedutor”. Os manuscritos começaram a ser trabalhados há mais de trinta anos.
Na última sexta-feira, Suassuna apresentou uma aula espetáculo no teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno. No carnaval do próximo ano, o autor paraibano deve ser homenageado pela escola de samba Unidos de Padre Miguel, do Rio de Janeiro.

Obra
A primeira peça do escritor, "Uma mulher vestida de sol", ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno em 1948. Ariano escreveu um de seus maiores clássicos, "O Auto da Compadecida", em 1955, cinco anos depois de se formar em direito. A peça foi apresentada pela primeira vez no Recife, em 1957, no Teatro de Santa Isabel, sem grande sucesso, explodindo nacionalmente apenas quando foi encenada – e ganhou o prêmio – no Festival de Estudantes do Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina. A obra é considerada a mais famosa dele, devido às diversas adaptações. Guel Arraes levou o “Auto” à TV e ao cinema em 1999.
O escritor considera que seu melhor livro é o “Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta”. A obra começou a ser produzida em 1958 e levou 12 anos para ficar pronta. Foi adaptada por Luiz Fernando Carvalho e exibida pela Rede Globo em 2007, com o nome de "A pedra do reino".
Na década de 70, Ariano começou a articular o Movimento Armorial, que defendeu a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares. Ele também foi membro-fundador do Conselho Nacional de Cultura.
Após 32 anos nas salas de aula, Suassuna se aposentou do cargo de professor da Universidade Federal de Pernambuco, em 1989. O período também ficou marcado pelo reconhecimento nacional do escritor – Ariano tomou posse na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em 1990.
(Adaptação de matéria publicada no site http://g1.globo.com/pernambuco/noticia23/07/2014)


terça-feira, 22 de julho de 2014

Morre Rubens Alves


Morre aos 80 anos o escritor Rubem Alves
“A vida é tão boa”, costumava dizer o notável escritor e educador Rubem Alves, morto na tarde deste sábado, dia 19 de julho. Rubem tinha 80 anos e, desde 10 de junho, estava internado no Centro Médico de Campinas, interior de São Paulo, com infecção pulmonar e insuficiência respiratória. De acordo com o jornal Estado de Minas, em 2010 ele já havia enfrentado um câncer, além de problemas no coração e na coluna, que o obrigaram a passar por cirurgias. Rubem teve falência múltipla de órgãos.
Mineiro da cidade de Boa Esperança, onde nasceu em 15 de setembro de 1933, Rubem publicou mais de 160 títulos, entre livros de pedagogia, poesia, filosofia, literatura para crianças e ensaios. “Um livro são pedaços de mim espalhados ao vento como sementes”, descrevia.
Na quinta (17), a filha o escritor, Rachel Alves, publicou uma mensagem na página dele no Facebook agradecendo o carinho e as boas energias que a família tem recebido. "Seria injusto pensar nele com dor. Uma pessoa que só tem beleza nos olhos e amor no coração -o tempo todo- alma, pura alma...", afirmou ela.
Sua obra literária aborda temas como filosofia, teologia e educação. Ele também já publicou livros da ficção infantojuvenis, como "A Pipa e A Flor" e "A Volta do Pássaro Encantado".
Além disso, Rubens Alves foi colunista da Folha de S.Paulo em três oportunidades: entre 1982 e 1985, entre 2002 e 2005, e entre 2005 e 2011.


(Pesquisa e adaptação: http://www.paulofreire.org e http://www.gazetadopovo.com.br)

Solidariedade à Palestina


Solidariedade à Palestina reúne milhares em São Paulo contra massacre

Em resposta ao massacre promovido pelo exército israelense na Faixa de Gaza, ordenado por um governo agressivo, racista e ultranacionalista liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, diversas capitais em todo o mundo têm manifestado solidariedade ao povo palestino e exigido o fim imediato da ofensiva. Em São Paulo, neste sábado (19), cerca de quatro mil pessoas participaram de um ato unificado diante do Consulado de Israel.
(Por Moara Crivelente, da Redação do Vermelho, 20 de julho de 2014)


O sábado foi considerado um dos dias mais sangrentos dos 13 dias da operação “Margem Protetora” lançada pelas forças israelenses em 8 de julho, primeiro com ataques áereos. Quase 70 pessoas foram mortas no bairro Shujaiyya, na Cidade de Gaza, pelas tropas que também invadiram o enclave palestino por terra na quinta-feira (17).

De acordo com fontes médicas citadas pela agência palestina de notícias Maan, neste domingo (20), ao menos 66 pessoas foram mortas naquele bairro e outras sete em outros locais, mas o número pode aumentar, já que há vítimas gravemente feridas. Entre os mortos estão 17 crianças, 14 mulheres e quatro idosos; mais de 200 feridos foram levados ao hospital al-Shifa.
Vários palestinos têm denunciado, inclusive em redes sociais, o uso de armas proibidas pelo direito internacional humanitário, como o urânio empobrecido e as bombas de fragmentação que disparam cerca de 10.000 pequenas flechas (“flechettes”) em várias direções.

Alguns dos nomes confirmados entre as vítimas fatais são os de Ahmad Ishaq Ramlawi, Marwah Suleiman al-Sirsawi, Raed Mansour Nayfah, Osama Ribhi Ayyad e Ahid Mousa al-Sirsik, além do fotojornalista Khalid Hamid e do paramédico Fuad Jabir, afirma a agência Maan. Desde que a ofensiva foi lançada por Netanyahu, em 8 de julho, cerca de 410 pessoas foram mortas. Ainda no sábado, antes do novo massacre, a Organização das Nações Unidas já contabilizava 59 crianças entre as vítimas fatais, 38 delas com 12 anos de idade ou menos.


Solidariedade internacional

Os diversos movimentos sociais e partidos políticos reunidos em São Paulo, assim como as manifestações massivas em outras cidades do Brasil, no Reino Unido, nos Estados Unidos, na França – onde o presidente François Hollande resolveu proibir os protestos solidários aos palestinos – e na Turquia, além de vários países árabes, denunciaram os crimes de guerra perpetrados pelo governo de Israel na Faixa de Gaza e a ocupação criminosa da Palestina, que há décadas impede os palestinos de exercerem seu direito à autodeterminação, subjugados ao regime militar, racista e opressor israelense.

Entre os oradores de uma longa lista de movimentos sociais e partidos políticos presentes no ato unificado, Socorro Gomes, presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Jamil Murad, presidente do PCdoB São Paulo e Emir Mourad, da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) afirmaram a solidariedade dos trabalhadores e trabalhadoras e do povo brasileiro aos palestinos, principalmente neste momento, e rechaçaram a política sistematicamente opressiva do governo israelense.
Muna Namura, da União Geral de Mulheres Palestinas, membro do Conselho Nacional Palestino e da Frente Popular de Luta Palestina (FPLP), deu declarações ao Portal Vermelho desde Ramallah, a sede administrativa do governo palestino na Cisjordânia, sobre a importância dos protestos internacionais:
“Primeiro, porque eles pressionam os governos para encerrar a guerra, encerrar a ocupação, para proteger os civis e para terminar com os ataques contra Gaza por ar, terra e mar. Israel deveria ser punido pelo direito internacional. Segundo, porque precisamos sentir a solidariedade. A resistência reage contra os soldados, enquanto Israel ataca os civis. Nós nos defendemos, enquanto os apoiadores de Israel dizem que eles têm o direito de se defender. Nós precisamos de apoio, precisamos da solidariedade internacional.”
Majed Abusalama, jornalista residente em Gaza, também em contato com o Vermelho, fez um apelo: “Perdi alguns amigos, outros tiveram que deixar suas casas, ou ficaram gravemente feridos. Nós amamos a vida, não queremos morrer com as bombas israelenses. Mas as nossas memórias agora estão preenchidas pela resistência, por lembranças sangrentas que farão as pessoas não perdoarem Israel ou esquecer a reação mundial durante esse massacre.”

















sexta-feira, 18 de julho de 2014

NOTA DE FALECIMENTO


Caicó perde uma grande educadora: Professora Ana Maria de Araújo Félix

O SINTE/RN, REGIONAL DE CAICÓ, comunica o falecimento da professora caicoense Ana Maria de Araújo Félix, 49 anos, ocorrido no início da tarde desta sexta-feira (dia 18 de julho), em Natal. externamos aqui nossos votos de pesar solidariedade aos familiares e amigos pela perda da grande educadora, companheira e amiga neste momento difícil. 
Segundo informações ainda não confirmadas o corpo será velado na funerária Santa Clara, a partir das 18 horas deste sábado e haverá missa de ação de graça na Igreja do Rosário na manhã do domingo (20), a partir das 8:30 horas,  donde sairá para sepultamento no cemitério São Vicente de Paula, no bairro Paraíba, em Caicó.
"A professora Ana Maria, após sentir-se apresentar sintomas de fortes de dor de cabeça e desmaios, na última quarta-feira (16), foi conduzida ao Hospital Regional, em Caicó onde foi internada na UTI, após constatada um AVC decorrente de um aneurisma cerebral, a professora foi transferida para Natal, onde permaneceu internada no Hospital Walfredo Gurgel não resistindo e vindo a falecer no início da tarde desta sexta-feira (18). 
Ana Maria era casada com o professor Francisco Félix, com quem tivera uma filha, tendo comemorado recentemente 25 anos de união conjugal. A família, consternada com o seu falecimento, atendendo à sua vontade, autorizando a doação de seus órgãos, reflexo da solidariedade e grandeza de seu espírito. 
Além de professora da rede estadual (lecionado na Escola Iracema Trindade por vários anos, e, ultimamente, na Escola Estadual Antônio Aladim), a professora Ana Maria, prestou relevantes serviços educacionais no município de jardim de Piranhas (na Escola Municipal Monsenhor W. Gurgel).
Ana Maria conduziu com zelo, dedicação e amor a Escola Infantil Criativa, que ajudara a criar (em 2003), adotado uma prática educativa inovadora, prazerosa, criativa e dinâmica voltada à formação integral da criança.
Oriunda de uma família de artistas - pai (seu Doca do Fole) músico, mãe (Dna Nazinha) poeta popular, irmãos e irmãs amantes das artes -, a professora Ana Maria dedicara-se também às arte e à cultura, sempre ao lado de seu esposo, professor Francisco Félix, criando e dirigindo o grupo caicoense de teatro popular “Retalhos de Vida”.
Agora, Ana Maria muda de itinerário, atendendo ao chamado do nosso Pai Celestial, passando a morar ao lado de Deus e de sua querida mãe." 

 Caico, 18 de julho de 2014

A CORDENAÇÃO

quinta-feira, 17 de julho de 2014

FUTEBOL BRASILEIRO: A SAÍDA DA CRISE


Ser jogador de futebol ainda é o sonho da garotada

Parabenizamos o Deputado Federal, ex-jogador de futebol, Romário de Souza (PSB/RJ) pelo pioneirismo na luta para tornar o futebol brasileiro, paixão nacional, patrimônio imaterial (espiritual) do povo brasileiro, como também pela importante iniciativa de apresentar o projeto de Lei 7.817/2014, que garante fiscalização e transparência nos gastos da CBF e demais federações de futebol, incluindo o dispositivo da exigência de 'Ficha Limpa' ao ocupante do cargo de presidente destas entidades desportivas.


É preciso transformar este momento de crise que afeta o futebol nacional, cujo reflexo veio à tona na humilhante derrota (de 7 a 1) da seleção Brasileira, na partida contra a Alemanha, no Mineirão (dia 8), na Copa do Mundo/2014. Precisamos compreender, em profundidade, a natureza da crise que assola nosso futebol transformando-a numa espécie de trampolim impulsionador das mudanças. Só assim, podermos criar as condições favoráveis à sua superação conduzindo-nos necessariamente à vitória.
Felizmente, as condições espirituais para a superação da referida crise (do futebol brasileiro) estão postas, emanados, conforme visto, do sentimento coletivo de mudança resurgido do fracasso, da vergonha e da humilhação coletiva advindo da maior derrota da Seleção Brasileira em todos os tempos, ocorrida no mundial de 2014 no Brasil. Se as condicionantes históricas estão postas à mesa, é chegada a hora de, como diz o samba, “levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima” (Beth Carvalho).
É chegada a hora da mudança, mas, antes é preciso que os viços e erros cometidos no passado sejam todos combatidos e eliminados com pleno rigor, determinação e obstinação. Só assim é possível a superação da profunda crise. Devem-se criar os dispositivos legais e medidas institucionais (aprovação de leis, CPIs, audiências públicas, debates legislativos, consultas populares, etc.) necessários à eliminação pela raiz das causas estruturais da atual crise do futebol brasileiro. Só assim, poderemos avançar rumo às conquistas almejadas pelos 200 milhões de torcedores, nossa “pátria de chuteiras”, o povo brasileiro.

O esporte deve ser concebido como política de Estado e o futebol, paixão nacional, patrimônio imaterial espiritual de nosso povo, dirigido por homens e mulheres competentes, honestos(as) e de reputação ilibada, numa organização desportiva democrática, transparente, participativa, autárquica, pública de credibilidade, não de uma empresa privada com fins lucrativos, nem de bolsa de valores ou casa de leilão.
Precisamos isto sim, de uma Federação desportiva transparente, moderna e eficiente a serviço de nossas crianças e juventude, que seja reconhecida, respeitada, respaldada e prestigiada pelo povo brasileiro, que honre os símbolos da pátria amada – as cores da bandeira brasileira, o hino nacional e todo legado histórico deixado por atletas que, como Romário, honra a história gloriosa Coleção Brasileira de Futebol.
Finalmente, precisamos de uma estrutura organizacional desportiva que valoriza, prestigie e fortaleça os clubes brasileiros – não apenas os grandes clubes das capitais, fomentadores de sonhos da gatada, mas, especialmente, os pequenos clubes e agremiações futebolísticas do interior, reveladores de talentos e oportunizadores de sonhos –; uma organização revitalizada e forte o suficiente para combater o tráfico de influência das corporações multinacionais e dos meios de comunicação de massa, livre da tirania das cartolagens inescrupulosas, corruptas e antiesportivas; uma organização desportiva catalizadora e fomentadora de talentos, a serviço dos atletas do presente e do futuro que triunfarão vitoriosos pelos campos brasileiros e pelo mundo afora.

Só assim, ergueremos o maior de todos os tropéis – a beleza a criatividade e habilidade artística, sem igual, de nossa juventude – e soltaremos a voz gritando bem alto a palavra “CAMPEÃO.”

SINTE/RN – REGIONAL DE CAICÓ

terça-feira, 15 de julho de 2014

Barragem Oiticica: Carta à presidenta DILMA


Barragem Oiticica sim! Injustiças não! Direitos já! No Ponta Pé não Sairemos

Permanece o impasse da paralização das obras de construção da Barragem de Oiticica pelos trabalhadores rurais, proprietários e moradores das comunidades rurais e do distrito de Barra de Santana que serão atingidos pela construção da referida barragem. As obras permanecem paralisadas, desde o dia 12 de maio último, pelo movimento popular que ocupou o canteiro de obras tendo em vista a quebra, por parte do governo do RN, do acordo firmado com os comunitários, no início do ano, referente ao pagamento das indenizações e construção das casas dos moradores afetados.

Desde então os diálogos têm sido intermediados pela Diocese de Caicó que no mês passado enviou uma carta aberta (confira a seguir) à presidenta Dilma Rousseff, subscrita por pela comunidade reivindicando o pagamento das referidas indenizações e construção das moradias.

Carta aberta dos movimentos sociais e das famílias atingidas pela construção da barragem de oiticica, no território do Seridó potiguar, à presidenta Dilma Roussef

Pela defesa da obra física e humana da Barra de Oiticica do Território do Seridó Potiguar

Território do Seridó-RN                                                                
10/06/2014

“Quando os problemas se tornam absurdos,
os desafios se tornam apaixonantes”.


Dom Helder Câmara.
À Exmª. Srª. Dilma Rousseff
Presidenta do Brasil

A Barragem de Oiticica localizada na Bacia Hidrográfica do Rio Piranhas, entre os municípios, de Jucurutu, São Fernando e Jardim Piranhas, todos no território do Seridó/RN, pensada e sonhada deste 1950, finalmente começa a sair do papel fruto da luta popular e decisão de governo. A área da bacia hidráulica da barragem é 6.000ha e a área da bacia hidrográfica é de 34.000km².  Terá capacidade de  acumular 556.258.050 milhões de metros cúbicos d’água, sendo o terceiro maior reservatório hídrico do RN e o primeiro em volume d’água localizado na região do Seridó. Este empreendimento  beneficiará diretamente e indiretamente meio milhão de potiguares de 17 municípios das regiões Central, Seridó e Vale do Açu, no estado do RN.

Já foram executados 25% da obra física da barragem, pelo Consórcio EIT/ENCALSO, sob a supervisão da KL Serviços de Engenharia S/A. É uma obra do governo federal/Ministério da Integração Nacional/Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) que através de um acordo técnico repassou a responsabilidade de construção para o Governo do RN, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Para a execução da obra está sendo investido recursos federais (PAC 2) na ordem de R$ 292 milhões (94,89%) e contrapartida do estado do RN no valor R$ 19 milhões (6,11%), totalizando em R$ 311 milhões o valor total da obra. Os recursos referentes à primeira parcela saíram no segundo semestre de 2013 e foram no valor de R$ 27.466.667,00 milhões por parte do Governo Federal e contrapartida de R$ 1.787,425,00 milhão do Governo do Estado, totalizando 29.254.092,00. Estes recursos foram gastos na obra da barragem, sem ter sido paga uma só indenização e construída uma única casa.

A construção da barragem será uma redenção para o desenvolvimento sustentável solidário e uma segurança hídrica para enfrentar os longos períodos de estiagem (seca) na região e servirá também para o controle das vazões do rio piranhas e redução das inundações do Vale do Açu, atenuando as cheias e prejuízos às plantações e animais. A barragem comportará a capacidade de irrigação de até 10.000ha e o abastecimento humano para uma população de até 2.000.000 pessoas, com possibilidade de geração de energia para o atendimento de uma população de 140.000 pessoas, piscicultura, lazer, turismo etc.

As oportunidades desta obra são inúmeras e diversificadas. Somos a favor da construção da barragem, pela segurança hídrica e os benefícios sociais e econômicos que trará para região. Porém, somos contra qualquer injustiça e desrespeito aos direitos dos atingidos pela construção da barragem. As comunidades atingidas são o nosso território de vida, historia e cultura. Somos guardiões das terras, animais, plantas e rios presentes neste lugar. Queremos transformar esta terra sem males sonhada por nossos ancestrais e, para isto, temos nosso coração cheio de coragem e solidariedade.

Entendemos que uma obra desta magnitude jamais o governo federal deveria ter repassado sua execução para o governo do estado e permitido o desrespeito e descumprimento à constituição brasileira que estabelece a prévia e justa indenização, e em dinheiro, antes do início da obra. Como já dissemos, a obra física avançou 25% e as 773 famílias de agricultores familiares e produtores rurais, representando aproxidamente 3000 pessoas e 225 famílias do distrito Barram de Santana, em torno de 900 pessoas, totalizando 3900 pessoas, estão sem garantia de indenizações e reassentamento até o momento. Além disso, somos obrigados a conviver entre 140 máquinas provocando poeira em nossas casas, poluição sonora, risco de acidente nas estradas das comunidades, dinamites usadas na fundação da barragem provocando rachaduras e demolição das casas e causando doenças, estresse e todo tipo de insegurança e medo nas pessoas.

Em janeiro de 2014 os atingidos pela construção da barragem, na busca de diálogo para garantir as indenizações e reassentamento, ocuparam pacificamente o canteiro de obra paralisando as atividades físicas. E no dia 08 de janeiro a governadora do estado, acompanhada do arcebispo de Natal, secretários de estado e muitas outras autoridades, esteve presente no espaço da obra, onde assumiu um conjunto de compromissos e, por razões que não conhecemos, não foi cumprido.

A quebra dos compromissos assumidos pelo governo do estado fragilizou as relações entre governo e sociedade e o movimento dos atingidos pela construção da barragem, após verificar que o governo abdicou de suas responsabilidades e ignorou prazos e compromissos assumidos, ocupou novamente, há quase um mês o canteiro de obra, de forma pacifica. Com isso, os serviços da barragem estão paralisados e nenhuma proposta concreta foi viabilizada pelo governo do estado até o momento.

Diante do impasse em curso e verificando que 94,89% dos recursos da construção da barragem têm como fonte financiadora o governo federal, solicitamos de Vossa Excelência que garanta e priorize repasse de recursos para o pagamento das indenizações a todos os agricultores/as e proprietários/as, com pagamento imediato de 280 laudos até o final de junho, sendo os demais nos meses de julho, agosto e setembro, de forma que todas as indenizações sejam concluídas antes das eleições de outubro de 2014. Quanto ao reassentamento das famílias, solicitamos que seja da mesma forma, garantido e priorizado repasses de recursos vinculados à construção da nova comunidade Barra de Santana, tento em vista que em 15 de maio de 2015 a nova comunidade já esteja construída.

Solicitamos de Vossa Excelência que faça um ajuste no termo de transferência da obra para o governo do estado estabelecendo duas cláusulas: a) Garantia de recursos e prioridade nos repasses financeiros para as indenizações e reassentamentos (construção da Nova Barra de Santana; b) Que a barragem principal construída em maciço de concreto compactado a rolo, onde está inserido um trecho vertedouro localizado no braço principal do rio Piranhas, só seja fechada quando todas as indenizações forem realizadas e a nova comunidade estiver construída e as famílias ali residindo.

Finalmente, solicitamos a Vossa Excelência que seja revisto o orçamento previsto para 2014 no valor de R$ 58.910.881,91 para R$ 140.000.000,00, garantindo em primeiro lugar as indenizações, o reassentamento das famílias e continuidade das obras físicas de modo que a barragem seja de fato concluída em agosto de 2015.

Seguiremos juntos nos mobilizando e lutando por JUSTIÇA E DIREITOS e continuaremos em mobilização permanente com nosso lema: Barragem Oiticica sim! Injustiças não! Direitos já! No Ponta Pé não Sairemos.

Assinam esta carta os agricultores familiares e produtores atingidos pela construção da barragem de Oiticica, moradores da Barra de Santana e movimentos sociais. 

Barra de Santana, 08.06.2014.


BARRAGEM OITICICA: NOTA


Movimento dos Atingidos e Atingidas Pela Construção da Barragem de Oiticica dá ultimato ao Governo do RN

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Movimento dos Atingidos e Atingidas Pela Construção da Barragem de Oiticica afirma sua defesa pela construção da obra física e humana da barragem. Entende que a construção desta obra será uma redenção para o desenvolvimento sustentável solidário, uma segurança hídrica para enfrentar os longos períodos de estiagem (seca) na região do Seridó e uma oportunidade com diversos benefícios sociais e econômicos para a população.
Hoje, terça-feira (15) fez 62 dias da segunda ocupação e paralisação pacifica no canteiro de obra da barragem pelo não cumprimento por parte governo do estado dos compromissos e prazos assumidos com os agricultores, produtores e moradores de Barra de Santana.
Há vinte dias o movimento deliberou e comunicou ao governo do estado a disposição de suspender o movimento deste que fosse apresentado um plano de trabalho conforma a carta enviada ao governo federal com cronograma detalhado, prazos e volume de recursos disponíveis com desembolso físico-financeiro para as indenizações, desapropriações, desmatamento e terra planagem do alto do Paiol, construção de Barra de Santana, casas para os sem tetos, terra para os sem terras e garantia de que a barragem principal construída em maciço de concreto compactado a rolo, onde está inserido o trecho do vertedouro localizado no braço principal do rio Piranhas, só seja fechada quando todas as indenizações forem realizadas e a nova comunidade estiver construída e as famílias ali residindo.
Em decorrência da ausência de posicionamento do governo do estado até o momento o movimento em plenária na última segunda-feira(14), deliberou que se até próxima sexta-feira(18), o governo não apresentar a proposta com os compromissos acima citados recomendará ao consorcio EIT/ENCALSO a retira das máquinas do canteiro de obra para evitar incidente com estes equipamentos. Ao mesmo tempo o movimento comunica ao governo e a sociedade que não se responsabiliza por qualquer ato ou dano materiais as máquinas e equipamentos após sexta-feira, pois, o grau de insatisfação e indignação da população com a ausência de atitude e agilidade nas negociações por parte do governo é crescente e preocupante.

Canteiro de obras da Barragem de Oiticica

Movimento dos Atingidos e Atingidas Pela Construção da Barragem de Oiticica
(Fonte: Postado por V&C Artigos e Notícias, 15 de julho de 2014)



sábado, 12 de julho de 2014

UBM repudia o genocídio ao povo palestino



Nota de repúdio ao genocídio do povo palestino

A União Brasileira de Mulheres UBM vêm a público manifestar seu veemente repúdio à agressão sionista promovida pelo Estado de Israel e imputar sua incondicional solidariedade ao povo palestino. Já são quatro dias de bombardeios à população civil com dezenas de mortes e inúmeros feridos.
Por trás dessas ações, está o desejo do governo extremista de Netanyahu de boicotar o recente acordo entre o Hamas e o Fatah para criar um governo de unidade nacional palestina. Com isso, o regime sionista pretende justificar a ampliação das colônias e mais expulsão em massa de palestinos.
Desde a criação do Estado de Israel, em 1948, os palestinos vêm sofrendo sucessivos ataques e viram, ano após ano, seu território sendo ocupado e sua população, massacrada. Vale salientar que a Palestina é um território ocupado, não dispõe de Exército, Marinha ou Aeronáutica. Não possui armas nucleares ou de destruição em massa. Portanto, o que está ocorrendo em Gaza não é uma guerra. É um genocídio! Um massacre que não poupa ninguém, nem mesmo as crianças e idosos, promovido por Israel e apoiado pelos Estados Unidos.
Por isso, nós, mulheres brasileiras comprometidas com a paz e com a promoção dos direitos humanos, denunciamos o massacre genocida promovido por Israel e sua política de apartheid e limpeza étnica na região de Gaza. Estas ações demonstram cabalmente que o governo israelense não deseja a paz e pretende utilizar qualquer desculpa para continuar com seus assassinatos racistas. Neste momento de dor, dedicamos integral solidariedade ao já tão sofrido povo palestino.
Parem este massacre, já! Abaixo o genocídio sionista do povo palestino!

Pela criação do Estado Palestino!

Viva a luta palestina por liberdade e a solidariedade internacional!

União Brasileira de Mulheres
10 de julho de 2014.




O Granma (Jornal oficial de Cuba) celebra um ano do Programa Mais Médicos


O primeiro aniversário do programa Mais Médicos, que abriu as portas da Saúde do Brasil para médicos estrangeiros, foi lembrado pelo Granma, jornal oficial de Cuba. Em matéria dessa quarta-feira, o veículo comunista escreveu sobre o programa que leva "saúde de qualidade à mão de que mais precisa".
O programa Mais Médicos completou seu primeiro ano de vida, com 14.462 médicos.O programa Mais Médicos completou seu primeiro ano de vida, com 14.462 médicos. "O programa Mais Médicos completou seu primeiro ano de vida, com 14.462 galenos (médicos) presentes em 3.819 municípios do Brasil e uma cobertura de saúde que alcança 51 milhões de cidadãos", escreveu o jornal. "As estatísticas do Ministério de Saúde brasileiro mostram que, do total de médicos que trabalham neste país sul-americano como parte do programa, 11.400 são cubanos."
Lançado no dia 8 de julho de 2013 por meio da Medida Provisória nº 621, o programa Mais Médicos ampliou o acesso dos cidadãos a serviços básicos de saúde.“
O paciente passou a ter a percepção de que agora há médico perto da casa dele e ele pode ir para lá”, disse por ocasião do aniversário o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Eider Pinto. Segundo ele, o programa aumentou em 35% o número geral de consultas na atenção básica (5.972.908 em janeiro de 2014 ante 4.428.112 em janeiro de 2013) e o encaminhamento de pacientes para hospitais diminuiu 20%, passando de 20.170 para 15.969.

Fonte: Portal Terra
Países condenam silêncio internacional sobre ataque de Israel em Gaza
Vários países do Oriente Médio condenaram nesta quarta-feira (09) o regime agressor israelense contra a Faixa de Gaza, que já deixou 30 mortos e mais de 200 feridos.
Fontes militares israelenses informam que a força aérea de Israel bombardeou a faixa costeira de Gaza 160 vezes durante a noite de terça-feira para quarta-feira, foi o maior ataque desde 2012Fontes militares israelenses informam que a força aérea de Israel bombardeou a faixa costeira de Gaza 160 vezes durante a noite de terça-feira para quarta-feira, foi o maior ataque desde 2012 O Ministério das Relações Exteriores da Síria emitiu um comunicado, em que condenou os massacres e o injustificável silêncio do Conselho de Segurança da ONU e a Liga Árabe sobre esses crimes em curso contra o povo palestino.
Expressando a solidariedade com a nação palestina, o Ministério das Relações Exteriores sírio apelou à comunidade internacional no sentido de frear a agressão israelense que ameaça a segurança e a paz na região.
O Ministro das Relações Exteriores do Líbano, Yebran Brasil também criticou os ataques do regime de Tel Aviv a Gaza e afirmou que o regime de Israel comete todos esses crimes e violações sob a sombra do silêncio dos países árabes.

Além disso, a Jordânia pediu a cessação imediata dos ataques israelenses na Faixa de Gaza e alertou sobre o impacto negativo desta bárbara agressão.
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia também exortou todas as partes envolvidas na situação palestina a manter a calma e evitar a escalada de violência, ao mesmo tempo em que exige a intervenção da ONU e da comunidade internacional para parar a agressão israelense contra o enclave costeiro.

Fonte: Irã News