Pesquisar este blog

Carregando...

domingo, 29 de março de 2015

SAUDAÇÕES AOS QUE TÊM CORAGEM

VITÓRIA DA RESISTÊNCIA POPULAR DOS ARTISTAS SERIDOENSES

Por Hugo Martins de Souza

Um acontecimento importante marcou a política caicoense neste final de semana. Trata-se da publicação, em Diário Oficial do Estado, na edição da quinta-feira (dia 26), da nomeação de Alexandre Freire Muniz ao cargo de Subcoordenador do Centro Cultural Adjunto Dias, ligado à Fundação José Augusto.

À primeira vista parece um fato normal, rotineiro e comum, em se tratando de nomeação de cargos num Governo que inicia, não fossem as circunstâncias, o contexto e o significado político desta nomeação especifica.
relevância desse fato reside na nomeação inédita de um companheiro militante dos movimentos sociais, especificamente do “Movimento Artistas na Gestão Cultural”, para dirigir o Centro Cultural após intenso processo de luta popular dos artistas caicoenses.

Vale salientar que a luta em defesa de uma gestão democrática, popular, participativa e representativa de órgãos relacionados à cultura (especificamente no Centro Cultural Adjunto Dias, em Caicó) se constitui uma reivindicação antiga dos artistas caicoenses, seridoenses, potiguares e brasileiros. 

Em Caicó a luta do “Movimento Artistas na Gestão Cultural intensifica-se a partir de meados de fevereiro, durante a realização do carnaval/2015, estendendo-se ao longo do mês de março dado à possibilidade eminente de continuidade por parte do Governo do Estado, de nomeação de alguém sem respaldo nem identidade junto aos artistas caicoenses e sem compromisso com a cultura popular.


Logo as bandeiras de luta e reivindicações dos artistas caicoenses se propaga ganhando publicidade nas redes sociais (blogs, Facebook, Whatsapp, Twitter, entre outros) e mídia local (rádios),  conquistando o apoio popular e mobilizando em torno do movimento artistas populares, jovens e ativistas de movimentos sociais nas manifestações públicas que se sucederam ao longo dos meses de fevereiro e março de 2015.
Adicionar legenda
O primeiro ato público promovido pelo Movimento “Artistas na Gestão Cultural” ocorreu na terça-feira de carnaval (dia 17), em Caicó, após a publicação de um documento intitulado "Manifesto em Defesa do Centro Cultural Adjunto Dias" elaborado pelo “Movimento Artistas na Gestão Cultural. Neste ato os manifestantes saem às ruas com alegorias carnavalescas e charangas, conduzindo faixas e cartazes com suas bandeiras de luta do movimento.

Trata-se de um protesto pacifico, dentro do Bloco do Magão, a fim de sensibilizar o Governo do Estado diante da necessidade de dirigir o Centro Cultural Adjunto Dias. Acerca dessa manifestação, o Professor Lourival Andrade Júnior, integrante do movimento, em sua página do Facebook, publica:

Em pleno Carnaval de Caicó, artistas discutem as políticas públicas de cultura na cidade. Unidos somos mais!!! Viva a Cultura! Viva a arte! Viva o movimento cultural de Caicó!!!


Após o carnaval o movimento caicoense de resistência popular em defesa da cultura popular intensifica-se, com destaque para a reunião, convocada pelo “Movimento Artistas na Gestão Cultural”, que reuniu, na noite do dia 24 de fevereiro último, no Círculo Operário de Caicó, 22 entidades da sociedade civil organizada, além de artistas e amantes da arte.  

Nesta reunião foram traçados os rumos do movimento, sendo aprovado a realização de uma grande manifestação marcada para o dia 26 de fevereiro.

A manifestação dos artistas caicoenses do dia 26 de fevereiro fora um sucesso total, com grande repercussão nas redes sociais e no seio popular, sendo marcada pela ousadia, irreverência, determinação dos manifestantes que caminharam com alegria, em ritmo do frevo, pelas ruas principais do centro da cidade e do bairro Paraíba com destino ao Centro Cultural Adjunto Dias, em Caicó. 

Conduzindo faixas e cartazes, e embalados por uma animada charanga e um repertório de machinas carnavalescas, ouvia-se o clamor dos manifestantes que entoavam com empolgação palavras de ordem em defesa da cultura popular, daquela manifestação dos artistas caicoenses do dia 26 de fevereiro.  
 
Defronte ao Centro Cultural Adjunto Dias os manifestantes, da histórica manifestação do 26, em Caicó, protagonizaram de maneira simbólica a lavagem da calçada do edifício, sucedido pelo emocionante abraço coletivo ao prédio do anfiteatro, encerrando com o self oficial do movimento, numa demonstração da força, coragem, e ousadia do movimento. 


A partir de então, motivados pelo sucesso do 26 de fevereiro, o “Movimento Artistas na Gestão Cultural” convoca reuniões, elaborara de documentos (abaixo-assinados), publiciza ao máximo as realizações e bandeiras de luta do movimento nas redes sociais e realiza manifestações de rua, com destaque para a manifestação de rua do dia 07 de março (sábado de sol, fluxo intenso de pessoas e de feira-livre na cidade sertaneja). 

Por tudo isso e muito mais, a nomeação do companheiro Alexandre Muniz ao cargo de Diretor Adjunto do Centro Cultural Adjunto Dias se reveste de fundamental importância e significado para os movimentos sociais, simbolizando um marco importante para a cultura popular caicoense, seridoense, norte-riograndense e, por que não dizer, brasileira, marcando uma queda do paradigma antipopular da política conservadora tradicional onde os cargos de governos são tradicionalmente ocupados pelas oligarquias locais.


A singela conquista histórica dos artistas caicoenses, além de significar uma derrota política da elite conservadora local, se constitui um marco importante para na luta social, uma vitória inédita dos artistas caicoenses/seridoenses e dos movimentos sociais organizados, consubstanciada na indicação de um representante legítimo dos artistas seridoenses.
 
Saudamos aos heróis e heroínas da resistência (artistas caicoenses, aos populares e pessoas anônima, as entidades que se somaram e aderiram à causa popular) que não arredaram o pé até a efetivação da vitória. 

Parabenizamos ao “Movimento Artistas na Gestão Cultural” e coletivamente a todos/as os/as artistas potiguares por esta primeira vitória, dentre tantas que ainda virão pela frente! 

Parabenizamos, ainda, à nova diretoria do Centro Cultural e desejamos sucesso na missão de garantir a efetiva participação e produção do popular nos eventos culturais ali desenvolvidos, para que a vitória conquistada possa converter-se no resgate efetivo da cultura popular seridoense.

 




sábado, 28 de março de 2015

Moviento das Mulheres pela Criação do Hospital da Mulher Seridoense

Senadora Fátima Bezerra entra na luta pela criação do Hospital da Mulher Seridoense
Durante a realização A “III edição do Seminário Internacional Diálogos com Paulo Freire”, promovida pelo SINTE/RN em parceria com o IFRN, UFRN e a UFERSA Angicos, de 25 a 27 de março de 2015 no IFRN, em Natal, a delegação de mulheres da Regional de Caicó do SINTE, que integra o Movimento das Mulheres Seridoenses pela criação do Hospital da Mulher Seridoense fez circular um abaixo assinado em prol da criação do Hospital Público da Mulher, através da coleta de assinatura dos participantes ao evento.
Na ocasião, a delegação de mulheres da Regional de Caicó do SINTE/RN apresentou e fez circular um abaixo-assinado do Movimento de Mulheres objetivando a coleta de assinatura entre os participantes do evento em apoio à luta em prol da criação do Hospital Público da Mulher do Seridó. Na ocasião, a Senadora do PT potiguar, profª Fátima Bezerra, sensibilizada com a justeza da luta das mulheres seridoenses, assinou o documento reivindicatório. Além da senadora, assinaram o documento a Coordenadora Geral do SINTE/RN, profª Fátima Cardoso, além de centenas de educadores presentes ao evento.
A professora Lúcia de Fátima, Coordenadoras do Movimento Feminista em Caicó, publicou em sua página no Facebook, que a Senadora Fátima Bezerra (PT) assinou na manha do dia 27 o abaixo-assinado somando-se à luta das mulheres seridoenses em prol da criação do Hospital da Mulher do Seridó, afirmando que“Ela se comprometeu falar com o Secretário de Saúde do Estado e com a promotora da justiça da Saúde, responsável pelo caso do Hospital do Seridó”.


A Regional do SINTE de Caicó se solidariza à luta do movimento feminista incorporando as bandeiras de luta das mulheres, especialmente, à luta pela transformação do Hospital  da Seridó no Hospital da Mulher do Seridó, haja visto o vergonhoso número de mulheres e bebês que vão a óbito vítimas de complicações no parto por falta de atendimento especializado.
O Coordenador da Regional, professor Hugo Martins, nas redes sociais parabenizou as companheiras Lucina, Socorro Freitas, Simone e demais mulheres seridoenses pela atuação das mesmas durante a realização do “III Seminário Internacional Diálogos com Paulo Freire”, afirmando que “a adesão da senadora Fátima Bezerra, assinando o documento (abaixo assinado) e comprometendo-se com a luta, se constitui um reforço importante para a conquista da vitória que se aproxima!”



FORMAÇÃO


Palestras, debates, minicursos e discussões marcam o III Seminário Diálogos com Paulo Freire


A 3ª edição do "Seminário Internacional Diálogos com Paulo Freire", promovida pelo SINTE/RN em parceria com o IFRN, UFRN e a UFERSA Angicos, ocorreu nesta semana, no período de 25 a 27 de março de 2015 no IFRN, em Natal. O evento teve início na manha do dia 25 com cerimônia de abertura e a “Mesa de Diálogos I: A História como Possibilidade. História, política e educação: desenvolvimento do conhecimento (individual e coletivo) no século XXI.”
O Segundo dia do "III Seminário Internacional Diálogos com Paulo Freire", começou com minicursos e atividades culturais. O último dia foi marcado pela continuidade das discussões nos minicursos e com a plenária final e cerimônia de encerramento, que contou com a presença da Senadora Fátima Bezerra. (CONFIRA AS FOTOS DA ABERTURA (1º DIA) AQUI E DO 2° DIA AQUI).


A Regional de Caicó do SINTE se fez presente com uma delegação de nove membros composta pelos/as professores/as: Socorro Freitas, Lúcia de Fátima, Simone Costa, Roberto Sérgio, Hugo Martins, Inalvete, Maria Rosa, Elinete e Maria das Neves. 
Na ocasião, a delegação de mulheres da regional do SINTE protagonizou apresentar um abaixo-assinado do Movimento de Mulheres objetivando a coleta de assinatura entre os participantes do evento e o apoio de toda sociedade potiguar acerca da luta em prol da criação do Hospital Público da Mulher do Seridó.

domingo, 22 de março de 2015

POLÍTICA


Pacote anticorrupção depende de aprovação do Congresso

Medidas apresentadas pelo governo permitirão o Estado ampliar sua capacidade de prevenir e coibir a corrupção, principalmente no que se refere ao combate à impunidade. Propostas, no entanto, dependem do Congresso para serem aplicadas na prática.
Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma anuncia medidas de combate à corrupção
O Poder Executivo elaborou um conjunto de propostas para inibir e punir irregularidades na administração pública. O chamado “pacote anticorrupção” também reúne projetos que já tramitam no Legislativo. Agora, para que as medidas sejam aplicadas na prática, precisam ser apreciadas com urgência no Parlamento. Na cerimônia de apresentação do pacote, realizada na quarta-feira (18), a presidenta Dilma Rousseff, destacou que as medidas são concretas, mas não encerram o debate acerca das ações para acabar com a corrupção no país.

“Não pretendemos esgotar a matéria, mas evidenciar que estamos no caminho correto. Somos um governo que não transige com a corrupção e temos obrigação de enfrentar a impunidade. [As medidas] fortalecem a luta contra a impunidade que é, talvez, o maior fator que garante a reprodução da corrupção”, disse.

Para a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), ao oficializar as propostas de combate à corrupção, o governo se alinha com os desejos populares. A parlamentar lembra, no entanto, que agora cabe ao Congresso dar celeridade à apreciação dessas medidas. “O governo volta a estar em sintonia com o que a população quer. Cria parâmetros essenciais na prevenção de corruptos e corruptores nas diversas instâncias públicas e privadas. O Parlamento, agora, tem a missão de aprovar as medidas com urgência”, enfatiza.

A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) acredita que “essas medidas garantem a correção de um marco legal que ainda deixava brechas e dificultava o efetivo combate à corrupção no país”.

O pacote anunciado pelo governo inclui seis pontos principais: a criminalização da prática de caixa-dois; a aplicação da Lei da Ficha Limpa para todos os cargos de confiança do governo federal; a alienação antecipada dos bens apreendidos após atos de corrupção para evitar que não sejam usados por agentes públicos e possam ser vendidos por meio de leilão; a responsabilização criminal de agentes públicos que não comprovarem a obtenção dos bens; o confisco de bens dos servidores públicos que tiverem enriquecimento incompatível com os ganhos; e a assinatura do decreto que regulamenta a Lei Anticorrupção, que responsabiliza pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública e pune empresas envolvidas em corrupção com a aplicação de multas de até 20% do faturamento.

Para o vice-líder do governo, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), além das medidas apresentadas pelo governo, é preciso que o Congresso impeça o financiamento empresarial de campanhas eleitorais na reforma política, em discussão na Câmara em comissão especial. Para a Bancada do PCdoB acabar com o financiamento empresarial das campanhas é essencial para uma mudança real. “Porque esta é a raiz da corrupção na política brasileira”, ressalta o parlamentar.


 (Fonte: http://pcdobnacamara.org.br, publicado em 19 de março de 2015)


UMA NAÇÃO REFÉM DO PMDB


Cid Gomes falou o que todo Brasil queria falar para a câmara dos deputados

O Brasil não aguenta mais o toma lá da cá protagonizado pelo PMDB, que se tornou um partido fisiologista, com os seus dois principais nomes envolvidos em corrupção na operação Lava-jato, Eduardo Cunha (Presidente da câmara) e Renan Calheiros (Presidente do senado), o partido e os nomes de sua legenda não se cansam em chantagear o governo tentando ter mais cargos. Cid Gomes destacou o oportunismo dos membros do PMDB e de alguns membros da situação ao não apoiarem os projetos de interesse do governo e da sociedade na busca de mais cargos.

Segue um trecho da fala do ministro:
“Partidos de oposição tem o dever de fazer oposição, partidos de situação tem o dever de ser situação. Ou então larguem o osso e saiam do governo e vão para a oposição! Isso será mais claro para o povo Brasileiro!” (Após a fala o ministro pediu demissão do cargo)

(FONTE: https://jovensdesquerda.wordpress.com, Publicado em 18 de março de de 2015)





Renato Rabelo:


Unir o povo em defesa da democracia e do Brasil

O presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, divulgou nesta terça-feira (17) nota sobre o quadro político e os desafios para as forças progressistas e de esquerda. O dirigente propõe a união do povo para defender a democracia e a nação e pede “serenidade e firmeza diante da batalha das ruas”.

Nos dias 13 e 15 de março, a acirrada luta política em andamento no país desembocou no leito das avenidas de capitais e de algumas outras grandes cidades.

As expressivas manifestações do dia 13, constituídas sobretudo de trabalhadores, estudantes e de outras camadas do povo, marcaram firme posição em defesa da democracia, do mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff, contra o golpismo; pela salvaguarda da Petrobras; defesa dos direitos trabalhistas; contra a corrupção e pelo fim do financiamento empresarial das campanhas. O dia 13 foi organizado pelas centrais sindicais, como a CUT e a CTB, pelo MST e por entidades como a UNE. O povo foi à rua enfrentando o boicote, e mesmo hostilidade da grande mídia, e apenas com recursos de seus movimentos.

Já as manifestações do dia 15, reconhecidamente numerosas, em especial a de São Paulo, contaram com o poder de comunicação da grande mídia, de um esquema profissional nas redes sociais, que as disseminaram por dois meses. Os grandes veículos da mídia desde as primeiras horas do dia 15 fizeram um verdadeiro chamamento à população para que ela se deslocasse ao local dos atos. Atos que também tiveram a interveniência e o suporte de grandes grupos econômicos.

É falsa, portanto, a avaliação disseminada de que o dia 15 é obra pura e simples de pequenos grupos que se proclamam “apartidários”. Realmente surgiu uma militância e grupos de direita e extrema-direita – produtos do acirramento da luta política – da cultura do preconceito e da intolerância alastrada desde a campanha eleitoral dos tucanos, que hoje se infiltram e procuram surfar no descontentamento no seio do povo, proclamando serem a anti-política.

Essa situação ganhou uma dimensão maior pela pregação e manipulação exaustiva e prolongada da grande mídia contra a presidenta Dilma e o PT. Essa interferência ostensiva galvanizou a presença de largas camadas da sociedade revoltadas com os escândalos de corrupção e impactadas com os efeitos do baixo crescimento da economia.

Desse modo, exatamente quando, no dia 15, se comemorava os 30 anos da conquista da democracia e da liberdade pós-regime ditatorial, predominou nas manifestações ou a pregação de um impeachment fraudulento contra uma presidenta legitimamente recém-eleita, ou tacanhos e obscuros clamores por uma “intervenção militar”. Provavelmente parcelas daqueles que ali estavam, mas que têm sentimento democrático, se sentiram incomodados ou pessimamente acompanhados.

Impulsionar a contraofensiva, constituir a frente ampla democrática e patriótica

Se, por um lado, é preciso tirar as consequências do inegável impacto dessa manifestação do dia 15 numa conjuntura já turbulenta, por outro, precisamos manter a serenidade, repelir com desassombro a provocação, o golpismo o revanchismo da direita e seguir firmes na resistência e impulsionando com sagacidade a contraofensiva. É hora de lutar inspirados na sabedoria que o povo e as forças avançadas acumularam ao longo de históricas jornadas políticas.

Essa sabedoria nos ordena a construir uma frente ampla com todas as forças possíveis do campo democrático e patriótico, interessadas na defesa da democracia, da economia nacional e da retomada do crescimento. A oposição neoliberal desde a campanha eleitoral agregou por inteiro o campo político e social conservador e reacionário, sob a orquestração da mídia hegemônica a serviço de poderosos interesses da oligarquia financeira. Somente uma frente ampla que una as forças patrióticas, progressistas e democráticas da Nação será capaz de enfrentar, isolar e derrotar esse consórcio da oposição que se dedica ao quanto pior, melhor e trama o retrocesso.

Em nossa opinião, essa frente ampla, nas atuais circunstâncias, irá se constituir a partir de bandeiras que respondam aos anseios mais vivos e sentidos por todos aqueles que têm compromisso com o Brasil e lutam por mais conquistas: Defesa da democracia, da legalidade, do mandato legítimo e constitucional da presidenta Dilma; defesa da Petrobras, da economia e da engenharia nacional; combate à corrupção, fim do financiamento empresarial das campanhas; e pela retomada do crescimento econômico do país e garantia dos direitos sociais e trabalhistas.

Construir a frente ampla, agora e já, é uma tarefa das lideranças do conjunto dos partidos da base aliada, e mesmo de personalidades da sociedade civil que apoiem ou não o governo, mas que tenham afinidade com as bandeiras acima assinaladas, dentre outras. A esquerda, sem abdicar de sua pauta, deve se empenhar ao máximo por esse empreendimento mais candente.
A frente ampla se constituirá, também, pela iniciativa da presidenta Dilma, de uma ação constante – apoiada em núcleo político plural consoante ao perfil heterogêneo da coalizão – para pactuar uma recomposição da base política que assegure ao governo maioria no Congresso Nacional. De igual modo, cabe à presidenta liderar a reaglutinação da base social que apoiou sua reeleição, nomeadamente trabalhadores e empresários do setor produtivo, buscando, inclusive, ampliá-la.

Quanto à batalha das ruas, que ao que tudo indica terá novos capítulos, temos que, sobretudo, alargar nossas forças, nos empenhar no engajamento de crescentes camadas do povo, dos trabalhadores, da juventude e mesmo de outros setores da sociedade. Ampliar as articulações, preparar bem as novas iniciativas para manifestações oportunamente mais amplas e vigorosas.

São Paulo, 17 de março de 2015.

Renato Rabelo
Presidente do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

(Fonte: http://www.pcdob.org.br/noticia, publicado em 17 de março de 2015)

MANIFESTAÇÕES DO DIA 15 DE MARÇO

Direita realiza marcha golpista no país*

Manifestantes anti-Dilma pedem em inglês intervenção militar imediata no Brasil

O Brasil viveu neste domingo (15) uma jornada de manifestações que marcam uma nova etapa na afanosa intentona golpista das forças reacionárias para retomar o poder.
Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de cerca de 20 capitais de estados, convocadas por grupos de direita e ultradireita, por partidos neoliberais e conservadores, como o PSDB e seus aliados. Em todos os atos era notável a predominância de pessoas da elite endinheirada, preocupada em defender seus privilégios, que consideram ameaçados pelas políticas públicas do governo democrático-popular.

As manifestações contaram com financiamento empresarial, a infraestrutura de uma central sindical que traiu os trabalhadores brasileiros, e tiveram a seu serviço uma ampla, massiva e nauseante agitação política e propagandística realizada durante mais de um mês e desde as primeiras horas do dia pela Rede Globo de Televisão, estações de rádio e as edições on line dos principais jornais monopolistas.

A maior concentração ocorreu em São Paulo, que reuniu cerca de 200 mil pessoas. Houve também numerosas demonstrações em Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, na mais contundente manifestação política da direita brasileira nos 30 anos de vida institucional democrática que se completam precisamente neste domingo. Nesta data, em 1985, tomava posse o primeiro presidente civil, depois de 21 anos de ditadura militar.

As palavras de ordem dos direitistas se expressaram nas faixas pedindo o impeachment da presidenta Dilma, o golpe militar e a volta da ditadura, o que desmascara o verdadeiro caráter retrógrado dos “protestos”, que pretensamente seriam contra a corrupção.
Estas bandeiras indicam que, sendo de oposição ao governo da presidenta Dilma e visceralmente hostis ao PT e às esquerdas, as manifestações deste domingo são principalmente contrárias à democracia e aos direitos sociais e humanos.

A presença expressiva de manifestantes e as bandeiras antidemocráticas desafiam o governo e as forças progressistas, são uma espécie de sinal de alerta para que a esquerda e o movimento popular, a exemplo de sexta-feira (13), atualizem suas estratégias e táticas políticas e métodos de ação. Cair no defensivismo ou render-se a uma agenda contraditória com o programa vencedor nas eleições não ajudará em nada. O desafio deve ser respondido com novas manifestações com caráter progressista e em apoio ao governo democrático-popular liderado pela presidenta Dilma.
Urge retomar com ainda maior vigor a contraofensiva para assegurar a realização de reformas estruturais democráticas no país e fazer avançar o ciclo político iniciado com a primeira eleição de Lula, em 2002. Em primeiro lugar, está na ordem do dia a luta pela reforma política, conjugada com a intensificação dos esforços para a retomada do desenvolvimento nacional e a proteção aos direitos dos trabalhadores.
A marcha golpista deste domingo só foi possível pela desfaçatez com que a mídia golpista exerce o monopólio dos meios de comunicação. A convocação sistemática das manifestações, a criação de um ambiente propício ao golpe desmascaram estes veículos como instrumentos dos mais escusos interesses antinacionais e antidemocráticos. Entre os principais desafios atuais para as forças progressistas e o governo está o enfrentamento desse monopólio, através de uma reforma profunda no setor.
A marcha golpista torna evidente a necessidade de fortalecer um núcleo de esquerda consequente no âmbito da base política e parlamentar de apoio do governo Dilma. Igualmente, é indispensável promover a unidade e aumentar a capacidade de mobilização e organização dos movimentos populares e sindicais.
Impõe-se a realização de intensa campanha política, baseada na mobilização das forças democráticas patrióticas e populares em defesa do mandato da presidenta Dilma, para assegurar que ela governe executando o programa consagrado nas urnas em outubro passado.
(Da Redação do Vermelho, José Reinaldo Carvalho e Wevergton Brito, Publicado em15 de março de 2015)

* O título original desta matéria, publicado, foi: “Partidos, mídia e grupos de direita realizam marcha golpista no país” e as fotografias são de responsabilidade do blog da Regional de Caicó do Sinte.



sexta-feira, 20 de março de 2015

DENÚNCIA


Coordenadora de regional do SINTE/RN sofre ameaça de morte

A direção do SINTE/RN recebeu uma denúncia da coordenadora da regional que congrega Canguaretama e mais sete municípios, Telma Alves.  A dirigente relata que recebeu um telefonema anônimo na tarde da última quinta (12). Na ligação com o número confidencial, o denunciante alertou que a coordenadora corre risco de morte.
Segundo a coordenadora, o denunciante disse: “Pude escutar um diálogo onde o personagem era você. Neste dialogo havia uma ameaça de dar ‘fim’ a sua pessoa”. Temerosa, a sindicalista alerta: “Estou correndo risco de morte”. Entretanto, a coordenadora diz não saber de qual dos oitos municípios da regional partiu o alerta. Contudo, acredita que a ameaça é uma retaliação a sua atuação à frente do Sindicato.
A Coordenadora Geral do SINTE/RN, Fátima Cardoso, considera a denúncia extremamente grave e avisa que o Sindicato está tomando todas as providências: “Vamos fazer registros de ocorrência na delegacia da regional de Canguaretama e na Secretaria de Segurança Pública”, afirma.

(Fonte:http://sintern.org.br, 16 Mar 2015)

sexta-feira, 13 de março de 2015

MANIFESTAÇÕES DO 13 DE MAIO

Por todo o Brasil o povo diz não ao golpe, em SP foram 60 mil


Milhares de pessoas foram às ruas nesta sexta-feira (13), em todos os estados do país e no DF, para defender a democracia. Na cidade de São Paulo nem mesmo a forte chuva que caiu abalou os que chegavam à Avenida Paulista, palco de grandes atos políticos. Cerca de 60 mil manifestantes defenderam a Petrobras e a legalidade constitucional do mandato de Dilma Rousseff.

(Por Laís Gouveia)

A concentração do ato ocorreu às 15 horas em frente à sede da Petrobras. A manifestação fechou os dois sentidos da Avenida Paulista e seguiu sua trajetória no rumo das ruas do centro da cidade, somando milhares de pessoas durante o percurso. Dezenas de entidades que compõem os movimentos sociais aderiram à manifestação. Professores que faziam assembleia no vão do Masp, por exemplo, também foram ao encontro do ato.
O presidente nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Renato Rabelo, avalia de forma positiva a manifestação, “superamos a expectativa, mesmo com a chuva torrencial, milhares participaram do ato. Com todo o cerco midiático, a única forma de analisar a opinião do povo é na rua. Além das palavras de ordem que foram levantadas em defesa da Petrobras, a defesa da presidenta Dilma foi muito expressiva. O PCdoB sempre mostrou que estamos diante de uma grande ameaça golpista, por isso, devemos defender a democracia e o mandato de Dilma Rousseff, assim também os direitos trabalhistas, combater a corrupção com uma Reforma Política democrática, levando em conta o sistema de financiamento de campanhas”, conclui o presidente.
Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil CTB, afirma que a classe trabalhadora sabe identificar as mudanças obtidas com os governos Lula e Dilma, “com um congresso mais conservador, a elite impõe uma agenda regressiva para colocar o país em instabilidade. É necessário mostrar ao povo o quanto é fundamental garantir a governabilidade e o mandato da presidenta. Está em cheque a legalidade constitucional, por isso é importante ganhar as ruas para além da pauta econômica”, afirma.
Para a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virginia Barros, a resposta ao ódio vai ser o amor e muita mobilização dos estudantes em todo país, “O movimento estudantil desde o inicio da sua história, sempre lutou pela democracia no país, cabe a nós batalharmos por mais direitos e aprofundar a democracia, através da Reforma Política e combater o retrocesso. Não vamos abrir mão, por exemplo, da conquista histórica dos 50% do Pré-Sal para educação”.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, diz que o ato foi legítimo e cumpriu seu papel mobilizador, “são milhares de trabalhadores que saíram às ruas contra o golpismo, que defendem uma Petrobras pública, o Pré-Sal para a saúde e educação, que pedem a Reforma Política e são contra o financiamento empresarial de campanha. O povo está dando o recado que não existe terceiro turno”, afirma o líder sindical.
Segundo o presidente nacional da União da Juventude Socialista (UJS), Renan Alencar, a juventude aderiu de forma expressiva em todo Brasil às manifestações dessa sexta-feira (13) “mesmo com o bombardeio negativo da mídia, quando a gente passa em sala de aula mobilizando a defesa da Petrobras, combate à corrupção, uma Reforma Política democrática, é impressionante a resposta. Prova disso é os milhares de jovens que ocuparam as ruas de todo o país nesta sexta-feira”, afirma.
A presidenta da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG), Tamara Naiz, diz que o momento da conjuntura nacional é de luta em defesa do país, “a ANPG está aqui no ato para defender a democracia, a soberania nacional e dizer não aos ataques da direita que querem promover o retrocesso no Brasil ”, conclui.
(Fonte: http://www.vermelho.org.br, Publicado em 13/03/2015)

Contra o golpismo de Direita e em defesa da democracia, dos nossos direitos e por uma educação de qualidade

Manifesto da CNTE em Defesa da Democracia, dos nossos Direitos, da Petrobras e da educação pública de qualidade


Os/as Trabalhadores/as da Educação, organizados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), entidade representativa de mais de 2,5 milhões de educadores/as, vem a público manifestar sua preocupação com a situação de instabilidade política e econômica que alguns setores vêm promovendo no país.
Aproveitando-se do cenário de crise internacional, que somado a fatores internos como a questão da corrupção estrutural a que o país foi submetido desde o período colonial, parte dos setores produtivos, da mídia conservadora e a classe política conservadora, vem tentando desestabilizar política e economicamente a nação, contrariando a vontade soberana da população na última eleição,  que optou pela continuidade das mudanças estruturais implantadas no país.
Queremos manifestar que a crise política vivenciada entre os poderes não pode sacrificar a opção da maioria do povo brasileiro pela via do desenvolvimento social com justiça, como oque foi adotado nos últimos 12 anos. As conquistas do povo brasileiro não podem ser colocadas em xeque, em função da necessária correção dos problemas de corrupção como bem exemplificados no escândalo da Petrobrás e do HSBC, sendo este último, escândalo bilionário de desvios de recursos para contas em paraísos fiscais sem o respeito à legislação nacional, ate agora muito pouco divulgado pela mídia, com envolvimentos de centenas de nomes de brasileiros.
Defendemos a apuração de todas as denúncias de corrupção e a divulgação, sem seleção de informações dos envolvidos, de forma a punir os responsáveis e que os mesmos repatriem todos os recursos desviados. Defendemos também, a preservação os investimentos previstos nos projetos, de forma a não impedirque as obras em infraestrutura sofram paralisações e causem desemprego para a população ao tempo que se fortaleçam os mecanismos fiscalização e controle social.
Para além do combate à corrupção, a exemplo da Petrobras, percebe-se um jogo de interesses das elites empresariais nacionais e internacionais em desvalorizar a empresa estatal, para depois, numa lógica neoliberal de entreguismo do capital estatal nacional vigente entre 1994-2002, entrega-la “a preços vis” para a iniciativa privada, prevalecendo a lógica do estado mínimo neoliberal. Ainda no caso da Petrobrás, a estatal representa hoje mais de 13%de toda riqueza nacional e será fundamental para o financiamento publico da Educação e Saúde no aporte de recursos oriundos do Fundo Social de Pré-Sal e dos Royalties do petróleo, como previsto na Constituição Federal. Assim, não podemos deixar que este patrimônio torne-se presa fácil a qualquer tipo de interesse privatista, das elites locais ou do capital internacional.
Enquanto o governo faz contingenciamento de recursos para ações e projetos em andamento na infraestrutura, na Educação e Saúde, o Congresso Nacional ainda não aprovou o Orçamento Geral da União, oque configura um desrespeito às necessidades do povo. Tal situação tem contribuído para a instabilidade social do país que sob a égide da desinformação promovida pela maioria dos meios de comunicação, desestabiliza a democracia.
Também nos manifestamos contrários às MPs 664 e 665 (Medidas Provisórias) que não vêm ao encontro da segurança social ou que não seja fruto do diálogo com a classe trabalhadora, a mais sacrificada com os ajustes econômicos.
É Urgente que se estabeleça no país uma Reforma Tributária e Fiscal, necessária para distribuir renda, de modo a estabelecer justiça no pagamento de impostos, pela via da cobrança de impostos progressivos, Instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas; taxação das remessas de lucros e dividendos ao exterior, taxação dos investimentos especulativos, revisão das desonerações e redução dos juros que originam o déficit nominal, ao mesmo tempo em que se estabeleça uma política progressiva de correção da tabelado Imposto de Renda de modo a fortalecer o poder de compra dos/as trabalhadores/as assalariados.
Também defendemos o engajamento das entidades da sociedade civil a exemplo da CNBB e OAB e de movimentos sociais e sindicais, no debate da reforma política que ocorre na Câmara, pois só essa participação social poderá impedir a institucionalização do financiamento privado nas campanhas eleitorais e será capaz de fortalecer a participação popular no processo eleitoral no País, condição fundamental para o combate a corrupção e a conduta de favorecimento empresarial nos governos dos entes federal, estaduais e municipais. Exigimos que a Reforma Política seja pautada de forma Democrática assegurando o amplo debate propositivo da população. Assim, somos contrários à tramitação e aprovação PEC 352, encaminhada pelo atual presidente da Câmara, que já está sendo chamada de PEC DACORRUPÇÃO, que não resguardou a participação da população desde a sua proposição.
Sobre o aspecto da educação, a sociedade brasileira já se manifestou por duas conferências nacionais (CONAE 2010 e 2014), acerca do projeto de educação que lhe interessa. A defesa de uma Educação Pública, Laica, Democrática e de Qualidade Socialmente Referenciada permeia por dois relatórios finais da CONAE, como vontade soberana de milhares de conferencistas de todos os recantos do país. Neste sentido, é inadmissível que o governo paute a questão da qualidade da educação, apontando a meritocracia como política prioritária, diante de experiências mundialmente fracassadas. Não podemos consentir com ações equivocadas do MEC, como a que coloca ênfase em apenas um agente da educação, no caso o/a diretor/a de escola, para superar os problemas de aprendizagem que vivenciamos. Reafirmamos o Estado de Direito, a Democracia e a Vontade Soberana do povo brasileiro, advinda das urnas nas eleições de outubro de 2014. As elites brasileiras precisam respeitar a vontade e a decisão do povo.
Exigimos as garantias constitucionais e as reformas necessárias para que o país continue a mudança no rumo da superação das desigualdades e da apartação social que secularmente se implantou neste país.
Apoiamos a agenda de luta dos movimentos sociais e Centrais Sindicais na defesa da democracia, soberania e na continuidade do modelo de desenvolvimento pautado na inclusão com justiça social.
Conclamamos a população e a unidade da classe trabalhadora a ocupar as ruas para defender e exigir o respeito aos resultados das urnas e uma política de governo que aprofunde os investimentos nas áreas sociais e de infraestrutura para manutenção dos empregos, salário e renda, com prioridade nas políticas públicas de Saúde e Educação, condição de transformação real da vida do povo neste momento.
Brasília, 27 de fevereiro de 2015.

Conselho Nacional de Entidades (CNE).
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)