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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Greve em defesa da educação do RN se mantém firme, apesar das acusações de baixo nível da SEEC

Pela primeira vez na história de lutas do SINTE/RN uma gestão da Secretaria de Educação abandona o debate político e parte para os ataques de baixo nível. Gestores já tentaram minimizar os motivos da greve, apontando-a como “políticas”, outros tentaram ligar o Sindicato a partidos políticos e houve até um governo que impediu por vários meses que o SINTE/RN recebesse a contribuição dos seus associados, para tentar impedir uma greve.
Foram batalhas difíceis, nem sempre ganhas pelos Trabalhadores em Educação. No entanto, até então o SINTE/RN enfrentou uma luta por versões da verdade. De um lado, a verdade dos que querem o avanço da educação pública. Do outro, a verdade dos que estão a serviço do seu desmantelamento em favor do monopólio do ensino privado. 
Era a verdade dos que lutam em favor da classe trabalhadora contra a verdade dos que defendem os interesses da elite dominante.

Hoje, no entanto, o SINTE/RN se vê numa situação nova em que os representantes do Governo Rosalba à frente da Secretaria Estadual de Educação, não se preocupam nem mesmo com essa "verdade", distorcida e antidemocrática, adotada pela elite dominante.
Não. O objetivo agora é tentar transferir para o SINTE/RN ao menos um pouco do descrédito que hoje faz da Secretaria Estadual de Educação um organismo em agonia social. Para isso, a Secretaria elabora uma nota oficial que mais parece uma simplória obra de ficção, na qual tenta dar caráter oficial a fofocas e boatos que, obviamente, não têm qualquer comprovação.
Enquanto os representantes do governo Rosalba se esforçam para justificar o injustificável e negar o óbvio, a educação norte-rio-grandense padece sob escombros dos tetos de escolas que caem. Enquanto a Secretaria se ocupa em tentar atingir o Sindicato, pais e mães vivem a angústia de verem seus filhos voltarem para casa, dia após dia, sem ter direito a aulas de várias disciplinas, por falta de professores.
No meio disso tudo estão os profissionais da educação, suportando em seus ombros a pesada missão de sustentar uma educação que foi abandonada por quem tinha a obrigação de fazê-la funcionar. Isso tudo com salários menores do que qualquer outro profissional com o mesmo nível de escolaridade e vendo seus direitos serem rasgados diariamente.

Como se pode ver, pais, alunos, profissionais e toda a sociedade não têm a menor dificuldade de ver os motivos para a greve. Por isso ela existe, por isso ela está forte. O governo escolheu a tática da repressão ao Sindicato, a manipulação de informações e a omissão irresponsável. Nós escolhemos partir para a luta.
FONTE: SINTE/RN

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